Por que é tão difícil utilizar a energia das ondas e marés?

Você sabe que você se utiliza da energia elétrica para tudo em sua casa, não? Você sabe quanto você consome mensalmente de energia? Você faz algo para economizar e diminuir os custos disso para o seu bolso e para o meio ambiente?

Uma dica é que você consulte a 2 via eletropaulo e veja o quanto você poderia economizar futuramente.

Porque não produzimos energia utilizando a água do mar?

O oceano está coberto – literalmente – com ondas de energia, e se pudéssemos converter essa energia em eletricidade, seria possível suprir toda a necessidade elétrica da humanidade. Mas por enquanto isso é apenas um sonho.

Isso porque ainda não descobrimos uma maneira eficiente de usar ondas para girar turbinas, e girar uma turbina é a melhor maneira que conhecemos de converter a energia mecânica de algo em movimento em energia elétrica.

Tirando os painéis solares, praticamente toda a nossa eletricidade vem de turbinas giratórias.

As turbinas eólicas e as turbinas hidráulicas são as mais óbvias, mas até mesmo nossas usinas de carvão, gás e energia nuclear usam turbinas – o combustível está lá apenas para aquecer a água e transformá-la em vapor que pode fluir e girar uma turbina.

Uma onda, por outro lado, não é um fluxo de uma substância como um todo. Ela é apenas o movimento local e oscilante de pequenas regiões da substância.

Pra ficar mais fácil de entender, imagine um estádio e os torcedores fazendo a ola: ela se move pela multidão, mas as pessoas não se movem para os lados – apenas para cima e para baixo.

Se a torcida inteira estivesse andando pelo estádio, daria pra imaginar eles ajudando a girar uma única grande turbina no campo.

Mas com as pessoas apenas em pé e sentadas, você precisa de um sistema mais complicado para mover a turbina. Então, de volta ao oceano, a maioria das tentativas de aproveitar a energia das ondas tenta transformá-las em algo que pode girar uma turbina.

Já fizemos cavernas nas quais as ondas sobem e descem, pressurizando o ar que passa por uma turbina; Já fizemos tubos flutuantes cujas articulações balançam com as ondas, acionando bombas que pressurizam e podem girar uma turbina;

E até mesmo algo parecido com grandes sacos que boiam e as ondas passam por cima, girando uma turbina.

Mas também percebemos que na praia, quando as ondas quebram, a água flui rápido o suficiente para girar uma turbina, mas apenas por alguns segundos de cada vez.

Até agora, então, não conseguimos fazer com que qualquer uma dessas turbinas gire rápido ou por tempo suficiente para produzir eletricidade – ou pelo menos eletricidade barata: construir coisas no oceano é caro, e além disso fica exposto a água salgada, areia, detritos, crustáceos e tempestades, então também tem um alto custo de reparo.

Por isso, ainda não existe um design comercialmente bem-sucedido para capturar a energia das ondas. Talvez a gente ainda descubra como tornar essas turbinas comercialmente viáveis, ou ainda deixar elas pras trás: algumas alternativas não dependem de turbinas – como boias cujo movimento ativam um gerador – mas a eletricidade acaba sendo tão cara quanto os projetos tradicionais.

Quem sabe, no futuro, uma nova onda de energia chegue até nossas casas. Mas, por enquanto, essa marola não chega nem na praia.

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